Plano Terapêutico Singular
O que acontece nos bastidores do seu tratamento no Leviva
O que diferencia um tratamento em saúde mental que funciona de um que não funciona, na maioria das vezes, não é o diagnóstico nem o medicamento. É a precisão com que o cuidado foi desenhado para aquela pessoa específica. O Plano Terapêutico Singular (PTS) é o instrumento que garante essa precisão no Centro de Cuidados Diários do Leviva. Não é um formulário. É um mapa de cuidado construído de forma personalizada e que muda conforme o paciente evolui.

O que é o Plano Terapêutico Singular em saúde mental?
O PTS é um plano de cuidado centrado no paciente, com metas definidas, reavaliações regulares e intervenções escolhidas a partir do perfil clínico e funcional de cada pessoa.
Ele não prescreve o mesmo tratamento para todos que têm depressão. Ele constrói um caminho a partir do que aquela pessoa específica está vivendo e de onde ela quer chegar.
No Leviva, o PTS nasce da integração de três avaliações:
- Risco clínico por sintoma: identifica a gravidade e a intensidade de cuidado necessária
- Funcionalidade no cotidiano: mede o impacto real da condição no trabalho, nos relacionamentos, no autocuidado e na participação social, usando o WHODAS 2.0, instrumento desenvolvido pela OMS
- Contratualidade: metas construídas de forma compartilhada entre o paciente, a família e a equipe, respeitando a disponibilidade e o ritmo de cada pessoa
A combinação dessas três dimensões resulta em intervenções baseadas no perfil real, não em um protocolo genérico. Cada sintoma identificado gera uma ação terapêutica vinculada: um grupo específico, uma oficina, um atendimento individual.
O que acontece do primeiro dia até a alta do CCD
A construção do PTS começa no primeiro contato com o CCD e acompanha o paciente por toda a jornada:
Dia 1: Acolhimento e avaliação inicial O médico realiza a consulta de acolhimento e define a elegibilidade para o CCD. Em seguida, o psicólogo aplica a estratificação de risco, um instrumento técnico que classifica a gravidade clínica e define a intensidade de cuidado: alto, médio ou baixo risco. Esse é o dado que orienta tudo o que vem a seguir.
Até 15 dias: Avaliação de funcionalidade O WHODAS 2.0 é aplicado para medir o impacto da condição de saúde mental em seis áreas da vida do paciente: cognição, mobilidade, autocuidado, relacionamentos, atividades cotidianas e participação social. Esse mapeamento cria a linha de base para medir a evolução ao longo do tratamento.
Construção do PTS Com os dados de risco e funcionalidade em mãos, a equipe constrói o PTS junto com o paciente e a família. O plano define quais grupos terapêuticos, oficinas e atendimentos individuais fazem parte da rotina, com que frequência e com qual objetivo. Não é uma grade fixa, é uma agenda construída com propósito.
Reavaliação contínua Ao longo do tratamento, o PTS é revisado regularmente. A estratificação de risco é reaplicada em intervalos definidos, e o plano é ajustado conforme a evolução do paciente. O objetivo esperado a cada ciclo é a redução da pontuação de risco, mas o PTS também contempla outros desfechos: manutenção estável ou recalibração das estratégias se o quadro piorar.
O PTS não é um diagnóstico: é o plano construído a partir do diagnóstico. Ele pode mudar a qualquer momento, e essa flexibilidade é parte do que o torna eficaz.
Quer saber como um PTS seria construído para o seu caso? Converse com a equipe do Leviva ViV → vivsaude.com.br/contato | 0800 323 5088
O PTS determina qual programa de tratamento você segue
Com base no nível de risco identificado na estratificação, o PTS direciona o paciente para um de dois programas dentro do CCD:
Programa Intensivo Voltado para pacientes em processo de estabilização clínica, com sintomas mais intensos e necessidade elevada de suporte terapêutico. A presença no CCD é maior, 4 ou 5 dias por semana, com 4 ou mais grupos terapêuticos semanais. O médico reavalia o paciente a cada até 21 dias, e o PTS é revisado mensalmente.
A lógica é de maior estrutura e contratualidade: o paciente sabe com clareza o que é esperado dele a cada dia, e a equipe acompanha de perto a evolução.
Programa Manutenção Funcional Voltado para pacientes em fase de consolidação, com maior autonomia e foco na reinserção social. A grade é mais fluida, 2 ou 3 dias por semana, com ao menos 2 grupos terapêuticos. A presença mínima é de uma vez por semana, respeitando a disponibilidade do paciente.
A lógica é de contratualidade construída junto: o tratamento se encaixa na vida do paciente, não o contrário. O foco é a retomada progressiva dos papéis sociais, profissionais e familiares.
O paciente não permanece no mesmo programa até a alta. À medida que o risco diminui, ele transita do Programa Intensivo para a Manutenção Funcional. Se houver recaída ou agravamento, o movimento é o inverso, sem que isso seja interpretado como fracasso.
Quando o PTS chega ao fim?
A alta do CCD não é o encerramento do cuidado. É uma transição planejada para o ambulatório, onde o acompanhamento psiquiátrico regular continua em menor intensidade.
O PTS orienta esse momento também: a construção do plano de alta é parte do protocolo, com definição de metas, encaminhamentos e, quando indicado, possibilidade de um grupo de manutenção pós-alta para os primeiros meses após a saída do CCD.
Se você ou alguém próximo está em sofrimento intenso ou com pensamentos de se machucar, não espere. O CVV atende 24 horas pelo número 188. Para emergências médicas, ligue para o SAMU (192).
Quer entender como funciona o tratamento no Leviva para o seu caso? Nossa equipe está disponível agora → vivsaude.com.br/contato | 0800 323 5088




